Agora ninguém me segura! Será?

Pleno janeiro. Verão, férias, novos ciclos.

É o mês dos recomeços — e, com eles, chegam os planos, as metas e as promessas feitas cheias de entusiasmo: ler mais, comer melhor, se exercitar, cuidar mais de si, tirar aquele projeto da gaveta.

Reorganizamos a agenda, respiramos fundo e decretamos: “Agora ninguém me segura!”

E, por um tempo, realmente vai.

O ritmo se mantém, a motivação aparece, a sensação de estar fazendo algo por si mesmo anima.

Mas, pouco a pouco, a rotina aperta, o cansaço chega, os compromissos se acumulam…

E aquele entusiasmo inicial começa a desaparecer.

A empolgação vira adiamento.

O adiamento vira desistência.

E então surge a pergunta: Por que isso acontece?

Entre o querer e o conseguir

A ciência comportamental nos ajuda a entender esse processo.

Nosso cérebro adora marcos simbólicos — como o início do ano, uma segunda-feira, um aniversário — porque eles criam a sensação de recomeço, de “página em branco”. Isso nos dá energia mental para tentar de novo.

Mas o cérebro também ama o que é conhecido.

Ele busca economizar energia, evitar esforço e preservar o que já domina.

É aí que mora o conflito.

Entre o desejo de mudar e a realização da mudança existe um espaço delicado, muitas vezes preenchido por crenças antigas, experiências passadas e medos silenciosos.

A maioria das desistências não nasce da falta de força, caráter ou disciplina, mas do medo do desconforto.

Toda mudança real provoca um certo estranhamento — físico, emocional e até mental.

Sair do conhecido, mesmo que ele não seja bom, gera insegurança.

E assim vivemos esse duelo constante entre querer muito e conseguir sustentar.

Então, como transformar desejo em realidade?

Olhe para os motivos certos

Antes de qualquer ação, vale um convite à honestidade.

Pergunte-se: por que eu quero mudar isso?

Esse desejo vem de uma pressão externa, de uma tendência do momento, de uma comparação?

Ou nasce de algo interno, genuíno, que realmente pode te fazer bem?

Essa compreensão muda tudo.

Porque a aceitação do novo não acontece quando brigamos com o velho, mas quando começamos a vibrar em sintonia com o que queremos construir.

Quando o novo deixa de ser obrigação e passa a ser escolha, o esforço dá lugar ao desejo diário.

Uma coisa de cada vez

Mirar alto demais pode ser um convite ao esgotamento.

Não dá para mudar alimentação, sono, finanças, rotina de exercícios e saúde emocional tudo ao mesmo tempo — algo sempre acaba desabando.

Comece por aquilo que mais impacta sua vida agora.

E, quase sempre, esse ponto é a saúde.

Preste atenção aos sinais: dores frequentes, tensões no corpo, irritabilidade, cansaço constante, dificuldade para dormir.

O corpo fala — e fala o tempo todo.

Cuidar da saúde não precisa começar de forma grandiosa.

Às vezes, começa com gestos simples:

um copo a mais de água, alguns minutos de sol, uma fruta incluída na rotina, uma pausa consciente para respirar.

Pequenas escolhas constroem grandes mudanças.

Mesmo pessoas disciplinadas e ativas, em algum momento, se acomodam na rotina.

Não se trata de ultrapassar limites, mas de manter a vida em movimento — com curiosidade, presença e respeito ao próprio ritmo.

O novo que permanece

Mudanças verdadeiras não se sustentam pela força, mas pelo alinhamento entre desejo e prática.

Quando isso acontece, o que antes era empolgação vira cotidiano com sentido.

E o dia a dia passa a ter propósito.

Grandes transformações são, quase sempre, o resultado de pequenas práticas repetidas com afeto, constância e presença.

Onde o Pilates entra nessa jornada?

O Pilates é uma dessas práticas que não exige ruptura, mas convida à continuidade.

Ele não propõe competir, forçar ou acelerar — propõe escutar, sentir e estar presente no corpo.

Mais do que exercício físico, o Pilates é uma ferramenta de saúde integral:

fortalece, alonga, organiza o movimento, melhora a respiração e cria consciência corporal.

Mas, acima de tudo, ensina algo essencial para qualquer mudança duradoura: presença.

Presença no corpo.

Presença na respiração.

Presença em si.

Quando o cuidado deixa de ser cobrança e passa a ser encontro, o hábito se sustenta.

E o movimento vira um aliado para uma vida com mais bem-estar, equilíbrio e sentido.

Janeiro segue cheio de promessas, planos e aquela sensação de recomeço. Mas por que tantos hábitos começam com empolgação e acabam ficando pelo caminho? Entre o querer e o conseguir existe um espaço delicado, feito de medo, desejo e escolhas. Vamos falar sobre como as mudanças realmente acontecem.

Contato

Se tiver alguma dúvida entre em contato através do WhatsApp, responderei assim que possível.

Endereço do Estúdio

Rua Jorge Lacerda, 272 - Centro - São Bento do Sul - SC

(47) 99934-5389

Atendimento: de Seg - Sex das 7h às 21h

Siga-me no Instagram
[booked-calendar]

Fique por dentro!

inscreva-se para receber nossas notificações!
Eu quero!